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Por que comemos tanto?




Oi pessoal, tudo bem? Fui convidada para escrever algo relacionando Psicologia e Nutrição e pensei em falar sobre as influências externas e o porquê comemos tanto, sem pensar, sem nos atentar ao nosso comportamento de fato.

Vocês já pararam para pensar o quanto somos influenciados por fatores externos e o quanto isso nos faz comer mais ou menos? 

O pesquisador americano, psicólogo especializado em nutrição Brian Wansink fala sobre este assunto em seu livro “Por que comemos tanto?” (Mindless eating). Ele cita a influência do tamanho dos pratos e copos, as embalagens, a música e iluminação de um restaurante. Copos baixos e largos, por exemplo, parecem ter menos líquido do que copos altos e finos. Sem contar que somos capazes de comer gelatina de limão tingida de vermelho, acreditando ser de morango.

Pesquisas sobre esse assunto têm sugerido uma proposta diferente para o controle do peso, que tem muito a ver com o nosso Desafio desse mês. São sugeridas mudanças nos hábitos alimentares, sem a necessidade de se fazer dietas rigorosas. Aliás, como psicóloga, posso dizer que essas dietas restritivas não são eficazes a longo prazo

Assim, para combater o comer sem sentido, livrem-se das coisas em seu ambiente que estão gritando para vocês comerem demais:



- Procure comer em pratos menores, como os de sobremesa, por exemplo, e levá-los já servidos à mesa;







- Mantenha os doces fora de vista (de preferência, nem tenha em casa) e passe os alimentos mais saudáveis ao nível dos olhos, tanto no armário quanto na geladeira;




- Coma na cozinha ou na sala de jantar, em vez de se sentar em frente à TV, onde é provável que você perca a noção do quanto já comeu.





Lembrem-se: dietas feitas sem acompanhamento, estão sujeitas à “tirania do momento”; podem levar as pessoas a comerem um chocolate ou tomarem um milk-shake em um momento de fraqueza. Já passaram por isso?

Uma dieta adequada, equilibrada, feita especialmente pra você por um Nutricionista e baseada na Psicologia, envolve mudanças de hábitos que evitam oportunidades para esse tipo de recaída. Ao contrário daquilo que parece óbvio e indiscutível, não é a fome (ou a vontade de comer) que deve definir as nossas escolhas alimentares

Portanto, fiquem atentos aos sinais externos que nos levam a esses comportamentos!

Espero que gostem das dicas e aguardem nosso próximo texto que será sobre as conseqüências das dietas restritivas e radicais! 


Marina Ramos Antonio

Psicóloga Clínica, graduada pela PUC Campinas e Pós-Graduada em Terapia Comportamental Cognitiva pela USP-SP.

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